Dante Acosta (1983) nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, cidade fronteiriça com a Argentina e que possui como divisa o limite natural oferecido pelo Rio Urugua 2001, aos 17 anos, ingressou no curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria. Lá iniciou suas descobertas e pesquisas artísticas e desenvolveu boa parte das experiências criativas que viriam a se ramificar na sequência. A maioria delas envolvia a colagem, o desenho e a pintura.

 

Neste período iniciou sua participação em eventos e exposições, tendo como destaque o mapeamento pelo Rumos Itaú Cultural em 2005, um importante programa de fomento à criação em Artes Visuais que propiciava um olhar mais atento para trabalhos que estavam se destacando na produção de arte brasileira contemporânea. No mesmo ano participou da 7º Mostra João Turin de Arte Tridimensional, na cidade de Curitiba/PR.

 

 

s/ título - colagem com cartazes de rua - 2005

 

 

Ao concluir o curso de graduação em 2007, partiu para Belo Horizonte, iniciando o curso de Mestrado em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Passou a pesquisar com maior profundidade a paisagem enquanto gênero artístico, a natureza delimitada pelo olhar e moldura da arte, e também a Arte da Memória, matéria integrante dos estudos sobre Retórica. Tais estudos passaram a lhe oferecer ferramentas para a compreensão dos fenômenos artísticos envolvendo a natureza e suas nuances nas práticas pictóricas desenvolvidas desde os primeiros tratados paisagísticos até a contemporaneidade.

Em 2008 teve seu projeto de intervenção urbana Da epifania de silêncios e outras odes selecionado e patrocinado pela UFMG para compor a programação do seu 40º Festival de Inverno, realizado na cidade histórica de Diamantina/MG. Depois de 4 anos em Belo Horizonte, mudou-se em 2011 para Chapecó/SC, onde trabalhou como produtor cultural no SESC e atuou no setor de Artes Visuais da Prefeitura Municipal, desenvolvendo projetos como editais de salões, curadorias, produção de exposições e materiais educativos relacionados. Também foi professor no ensino superior nos cursos de Artes Visuais e Arquitetura, ministrando conteúdos relacionados ao desenho e à escultura. 

 

 

paisagens dobradas - fotografia - 2011

 

 

Em 2013 mudou-se para Porto Alegre/RS, voltando a dedicar-se exclusivamente à produção artística e iniciando experimentos com o desenho e as possibilidades oferecidas pela fotografia através do scanner, e também das práticas de impressão em papel. Após esse período, exibiu os trabalhos resultantes na exposição individual Frente/Verso (2014), selecionada por edital municipal em Chapecó. Também realiza a exposição individual Sob o corpo/sobre a terra, selecionada pelo programa Rede SESC de Galerias para circular no estado de Santa Catarina em 2016, dentre outras mostras individuais e coletivas. Em 2017 participou da mostra coletiva Metanoia, na galeria Airez em Curitiba/PR, evento que integrou a programação da Bienal de Curitiba daquele ano.

 

 

facelles - canetas sobre sketchbook e papel impresso, digitalizado e reimpresso em medidas variáveis - 2014

 

 

Entre 2017 e 2018 residiu em Washington D.C., nos Estados Unidos, período onde volta-se ainda mais para questões relacionadas à terra e a memória. Desenvolve trabalhos onde retrata símbolos de ligação com sua terra natal, passando a usar, além dos papéis, a tela como  suporte de criação. A pintura começa a surgir como elemento constitutivo das imagens, entre os emaranhados de linhas já muitos frequentes em sua produção gráfica.

 

Retornando ao Brasil em 2018, volta a residir no estado de Santa Catarina. Em 2020 tem sua proposta expositiva selecionada para participar do calendário anual de exposições da Fundação Cultural BADESC. Contendo uma espécie de rememoração de sua produção dos últimos 5 anos de pesquisa artística, As coisas distantes parecem menores do que são na realidade (realizada em 2021 devido à pandemia) é, portanto,  sua mais recente mostra, inicialmente realizada em formato virtual e logo em seguida aberta ao público presencial. A exposição virtual está em permanente exposição no site da Fundação, cuja sede física localiza-se em Florianópolis, cidade onde Dante atualmente reside e trabalha.

 

Exposição As coisas distantes parecem menores do que são na realidade. Fundação Cultural BADESC, Florianópolis/SC. 2021. Imagem fotográfica: Juliano Ventura